Sofre com as olheiras? Entenda porque tratá-las é mais difícil do que parece

por Assessoria de Imprensa


As olheiras estão entre as queixas estéticas mais comuns nos consultórios dermatológicos, e não por acaso. Segundo especialistas, o problema pode ter origem genética, estar relacionado ao envelhecimento natural da pele ou ser agravado por fatores de estilo de vida, como noites mal dormidas, estresse e exposição solar. “Nem toda olheira é igual. Existem diferentes tipos e causas, e isso muda completamente o tratamento. Muitas vezes, um mesmo paciente apresenta mais de um tipo de olheira, o que chamamos de forma mista”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

As olheiras são divididas em quatro principais grupos: pigmentares, vasculares, estruturais (ou profundas) e mistas. “As pigmentares têm coloração acastanhada ou amarronzada e são causadas pelo acúmulo de melanina. São mais comuns em peles morenas e negras, devido à maior tendência à hiperpigmentação”, continua Paola. “As olheiras vasculares caracterizam-se pela coloração arroxeada ou azulada, provocada pelo aumento ou pela maior visibilidade dos vasos sanguíneos sob uma pele mais fina”, explica. “Já as estruturais (ou profundas) aparecem por perda de volume e flacidez na região inferior dos olhos, geralmente associadas ao processo de envelhecimento. E as mistas combinam mais de um tipo. Por exemplo, olheiras pigmentares e estruturais, as mais frequentes na prática clínica”, detalha a especialista.

O diagnóstico diferencial é essencial antes do tratamento. Um dos equívocos mais comuns, segundo a especialista, é acreditar que todas as olheiras são apenas pigmentadas. “Muitas vezes, o escurecimento ocorre por sombra, causada pela profundidade da região, e não pelo acúmulo de pigmento. Por isso, o diagnóstico correto feito por um dermatologista experiente é indispensável”, alerta. “Nesse tipo de olheira, por exemplo, um creme despigmentante não irá ajudar”, completa.

Olheiras: O tipo e a combinação de tratamentos dependem da origem do problema — Foto: Freepik
Olheiras: O tipo e a combinação de tratamentos dependem da origem do problema — Foto: Freepik

O tipo e a combinação de tratamentos dependem da origem do problema. “Em casos estruturais, o preenchimento com ácido hialurônico é a principal indicação. Para olheiras pigmentares, temos lasers específicos”, diz Paola Pomerantzeff. No caso das olheiras vasculares, para eliminar os vasinhos e, consequentemente, as olheiras, o laser também pode ser usado, especialmente o laser Nd Yag 1064.

“O laser Nd Yag 1064 é o que existe de mais específico para solucionar vasinhos no rosto, apresentando maior efetividade no tratamento. São realizados disparos de laser que agem no sangue dentro do vaso, queimando-o por dentro, o que leva ao seu fechamento. O tratamento apresenta bons resultados e tem grande nível de segurança, já que a dor é amenizada com uso de aparelhos resfriadores de pele”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Já nos casos mistos, de acordo com Paola, costuma-se associar tecnologias de colágeno e protocolos de redensificação da pele. “Cada paciente responde de forma diferente. Na Medicina, tratamos pessoas, não apenas sintomas. Por isso, o mesmo protocolo pode gerar resultados distintos em peles diferentes”, ressalta Paola.

Embora estejam próximas na região dos olhos, olheiras e bolsas não são sinônimos — Foto: Freepik
Embora estejam próximas na região dos olhos, olheiras e bolsas não são sinônimos — Foto: Freepik

Olheiras x bolsas: qual a diferença?

Embora estejam próximas na região dos olhos, olheiras e bolsas não são sinônimos. “As olheiras são causadas por alteração de coloração e profundidade, enquanto as bolsas resultam do excesso de pele e gordura local. É possível ter uma sem a outra”, explica a dermatologista. Quando ambas coexistem, os tratamentos podem se complementar. “Em alguns casos, o preenchimento da olheira com ácido hialurônico melhora a aparência das bolsas, pois nivela as áreas. Já o excesso de gordura geralmente exige cirurgia”, atesta Paola Pomerantzeff. Nesses casos, a cirurgia recomendada é a blefaroplastia, de acordo com a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Além de poder ser realizar nas pálpebras superiores para solucionar a flacidez, a cirurgia também pode tratar as pálpebras inferiores, retirando bolsas de gordura que dão aparência cansada ou ajustando sulcos profundos que reforçam olheiras. Em alguns casos, a blefaroplastia é combinada com procedimentos complementares, como preenchimento de gordura sob as pálpebras, laser ou peelings, para melhorar a qualidade da pele ao redor dos olhos”, continua cirurgiã plástica.

O tratamento pode levar a uma melhora total em alguns casos, mas nem sempre elimina completamente o problema. “As olheiras são multifatoriais e podem exigir combinações de técnicas. O sucesso está em identificar corretamente as causas e ajustar o plano terapêutico a cada perfil de pele”, explica. Para prevenir o agravamento, alguns cuidados simples fazem diferença: evitar fumar, reduzir o consumo de álcool, manter uma rotina regular de sono, usar filtro solar diariamente e apostar em uma hidratação adequada da área. “A hidratação, proteção solar e hábitos saudáveis não impedem o surgimento das olheiras, mas melhoram a saúde e a espessura da pele, tornando a região menos suscetível ao escurecimento”, finaliza a dermatologista



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