vive-se mais e melhor em Brasília

por Assessoria de Imprensa


O Distrito Federal registrou, em 2024, a maior expectativa de vida do Brasil, alcançando média de 79,7 anos, segundo a Tábua da Mortalidade divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado representa aumento de 1,8 mês em comparação com 2023 e mantém o DF na liderança entre todas as unidades da Federação. As mulheres brasilienses vivem, em média, 82,9 anos — bem mais que os homens, que têm média de vida de 76,3 anos. O levantamento integra as Projeções da População, atualizadas anualmente pelo instituto e que são referência para políticas públicas.

A discrepância entre homens e mulheres se acentua quando observadas faixas etárias específicas. Entre jovens de 20 a 24 anos, a sobremortalidade masculina chegou a 3,7 vezes, indicando um risco desproporcional para essa população. O fenômeno está associado ao peso das mortes por causas externas, como acidentes e violência, que afetam de forma mais intensa os homens jovens. No cotidiano do DF, porém, a longevidade crescente aparece também nos relatos de quem atravessou episódios graves de saúde e, mesmo assim, mantém uma rotina ativa.

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Moradora do Jardim Botânico, Margareth Catelli, 74 anos, relatou que teve covid — “que quase me levou” — e, depois, foi diagnosticada com câncer. Ela lembra que enfrentou as duas doenças em sequência. “Achei que tinha acabado tudo, porque eu ainda estava me recuperando do pulmão afetado pela covid”, relembra.

O tratamento, segundo ela, mudou sua relação com o cotidiano. “Conheci médicos, enfermeiras e todo esse atendimento que faz a gente enxergar que dá para continuar vivendo.”

Hoje, Margareth trabalha diariamente. “Eu levanto às 5h45 da manhã e trabalho até as 3h da tarde. A gente faz delivery de marmita. Levo uma vida normal, mesmo com um pouco de limitação”, afirmou. Os desafios, explicou, fazem parte do processo.

“Tenho dificuldade de andar por causa do joelho e fiquei mais travada por conta do tratamento, mas isso não me impede de sair, viajar e trabalhar. É um tratamento difícil, mas a gente consegue passar por isso”, disse ela.

Efeito pandemia

No cenário nacional, a expectativa de vida chegou a 76,6 anos em 2024, um crescimento de 2,5 meses em relação a 2023. Entre os homens, o índice subiu para 73,3 anos; entre as mulheres, para 79,9 anos. A pandemia provocou uma queda significativa da longevidade média em 2021, quando a expectativa de vida recuou para 72,8 anos. A recuperação, a partir de 2022, mostra o gradual retorno aos padrões anteriores.

A taxa de mortalidade infantil também apresentou melhora. Em 2024, o país registrou 12,3 óbitos por mil nascidos vivos, uma das menores marcas históricas. Em 1940, o indicador era de 146,6. O IBGE atribui a redução a fatores como o avanço da vacinação, fortalecimento do pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, atuação de agentes comunitários de saúde e expansão do saneamento básico, além do aumento da renda e da escolaridade da população ao longo das últimas décadas.

A longevidade brasileira aumentou de forma expressiva no período. Em 1940, um brasileiro vivia, em média, 45,5 anos. Em 2024, a expectativa chegou a 76,6 anos — um acréscimo de 31,1 anos (veja no quadro). O estudo também detalha a evolução entre idosos. Quem chega aos 60 anos, hoje, deve viver, em média, mais 22,6 anos, sendo 20,8 para homens e 24,2 para mulheres. Em 1940, esse tempo adicional era de apenas 13,2 anos.

Entre as pessoas com 80 anos de idade, a expectativa é de mais 9,5 anos de vida para mulheres e de 8,3 anos para homens, contrastando com os cerca de quatro anos estimados há oito décadas. A tendência segue padrões internacionais: países como Mônaco, San Marino, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul apresentam as maiores expectativas de vida ao nascer no mundo.

O conjunto dos dados mostra que o envelhecimento da população brasileira é acelerado e consistente, com destaque para o Distrito Federal, que segue acima da média nacional e mantém índices superiores em todos os recortes divulgados pelo IBGE.


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(foto: Lucas Pacifico)


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